Apropriações entre arte e design em Laura Lima e Rico Lins | DANIELA SOUTO RESING

July 10, 2015

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A vivência contemporânea abrange atividades interdisciplinares nas quais artistas e designers compartilham teorias e práticas. Tanto na arte como no design, boa parcela do que é produzido hoje tem como base alguns conceitos discutidos nessa publicação, como a “apropriação” e a “referência”. Depois dos questionamentos pós-modernos sobre valores modernos, como a busca por um futuro de progresso e evolução, pelo novo, o original (que logo se esgotariam), as áreas criativas precisaram rever suas premissas. Os olhares se voltaram para referências que haviam ficado esquecidas, elas foram resgatadas, modificadas, recombinadas com outros elementos, provendo assim diferentes significados aos artefatos.

Inúmeros conceitos regulamentam esses campos, contudo, múltiplas são as leituras e os usos que seus artefatos suscitam. Para se aproximarem dos possíveis sentidos gerados, seus públicos precisam considerar questões como: o desvio de função e de contexto, o equilíbrio entre a autoria, a apropriação e a visão do público. Essas questões aparecem nos trabalhos de muitos brasileiros atuantes no cenário internacional, como a artista visual Laura Lima e o designer gráfico Rico Lins. Seus trabalhos podem ser revisitados na documentação de uma exposição que aconteceu durante os Jogos Olímpicos de Londres, no Reino Unido, em 2012, a coletiva “From the margin to the edge: brazilian art and design in the 21st century”.

Laura Lima (n. 1971), mineira residente no Rio de Janeiro, RJ, é formada em filosofia e nos anos 1990 estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Para Laura o artista é um pensador nato, a arte gera pensamento. Ela busca entender o sentido das coisas cotidianas e o comportamento humano diante dos objetos. A artista filósofa se apropria de objetos e imagens preexistentes para recompor novas proposições.

Rico Lins (n. 1954), carioca radicado em São Paulo, é designer gráfico e mestre em artes. Ele acredita que as barreiras existentes entre arte e design instigam a transgressão, são estímulos ao exercício da liberdade criativa. Com um repertório de formas e conteúdos históricos, ele manipula e reutiliza criações próprias, bem como se apropria de imagens de outros autores, e as recontextualiza, produzindo outros significados.

Com os trabalhos de Laura e Rico, o presente artigo visa uma revisão de teorias e práticas em arte e design, mostrando que ambos podem operar de forma muito semelhante e assim potencializar sua capacidade de gerar sentido por meio de trocas valiosas. Enquanto Laura leva o design para a arte, Rico traz a arte para o design. Trafegando em uma via de mão dupla eles se aproximam e se encontram em um mesmo espaço expositivo.

From the margin to the edge: Brazilian art and design in the 21st century

Em 2012 o comitê organizador das Olimpíadas “Rio 2016” levou ao Somerset House de Londres, a mostra “Casa Brasil”, contemplando três exposições, entre elas “From the margin to the edge: Brazilian art and design in the 21st century” (fig. 01). A exposição não teve catálogo, nem virtual, nem impresso, em compensação seu site traz imagens de todas as salas em 360º, além de arquivos de áudio e vídeo com depoimentos dos artistas participantes.
:imagem_01Figura 01: Cartaz da exposição “From the margin to the edge:
Brazilian art and design in the 21st century” [1]

O curador, o professor e historiador da arte e do design Rafael Cardoso, explica no vídeo de introdução que a exposição trata não apenas das fronteiras do design e da arte, mas também de fronteiras geográficas, sociopolíticas e culturais. Para ele a produção brasileira está deixando de ser “marginal”, periférica, para entrar no centro das atenções internacionais.

“A exposição reúne artistas e designers que, juntos, compõem um amplo panorama da produção brasileira na atualidade”. […]

“A concepção da mostra contempla […] a diversidade de mídias e suportes da cultura visual contemporânea […]. Daí, o sentido de juntar arte e design, investigando a relação entre essas áreas em seu nível mais avançado. Ao mesmo tempo em que celebra a produção brasileira naquilo que ela tem de atual, ousada e cosmopolita, […] se propõe a refletir sobre a contribuição própria da cultura brasileira às grandes discussões que movem hoje o mundo das artes”, completa. [2]

A exposição apresentou três salas denominadas com os seguintes binômios: “Raw/Cooked” (Cru/Cozido), “Gambiarra/Craftsmanship” e “Preserve/Transform” (“Preservar/Transformar”). A primeira sala questionava os estereótipos dos europeus com relação aos brasileiros, entre os ditos “civilizados” e “selvagens”. A segunda expressava a intraduzibilidade de algumas palavras de uma língua, ou de uma cultura, para a outra. Esses conceitos opostos correspondem respectivamente, um às coisas ditas “mal” feitas, improvisadas, e o outro às “bem” feitas. A terceira sala sugeria uma reflexão sobre caminhos para as relações internacionais do Brasil do século XXI, o que se deveria preservar e o que poderia ser transformado.

A série de cadeiras de rodas (2012) de Laura Lima, e os cartazes da série “Seja marginal, seja herói” (2012) de Rico Lins, foram exibidos na sala “Preservar/Transformar”. Eles propõem um tipo de preservação quando citam referências conhecidas e simultaneamente transformam alguns aspectos das ideias, objetos ou imagens citados.

Série de cadeiras de rodas (2012), de Laura Lima

Para a exposição de Londres Laura Lima selecionou três peças de uma série de cadeiras de rodas que já desenvolvia há algum tempo, a partir de “colagens” feitas com cadeiras clássicas do design moderno: ela se apropria de itens de Charles Eames (1907–1978 – fig. 02c), Marcel Breuer (1902–1981– fig. 02a) e Harry Bertoia (1915–1978 – fig. 02b), acrescentando rodas a suas cadeiras.
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imagem_02Figura 02: “Cesca side chair (model B32)” (1928), de Marcel Breuer, “Armchair” (1952),
de Harry Bertoia, e “Side chair” (1958), de Charles Eames [3]

.A artista afirma que se interessa pela aplicação do sentido das coisas no cotidiano, que as cadeiras fazem referência ao corpo e ao comportamento humanos. Com este trabalho, Laura reflete sobre as formas com que as cadeiras de rodas (e sem rodas) são projetadas, e como elas poderiam ser. Ela aborda problemáticas projetuais, discute conforto, funcionalidades e usos.
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imagem_03Figura 03: Três cadeiras de rodas, de Laura Lima,
apresentadas em Londres, 2012 [4]

Na sociedade industrial, existe a tendência a construir o sentido do artefato a partir da conjunção de três fatores: fabricação (autoria e origem), distribuição (mercado e comércio), consumo (compra e uso). Cada uma dessas instâncias possui seus discursos e modos de validação. […]

O que importa em termos de design, é que a capacidade das formas de comunicar informações à mente humana é muito mais profunda e abrangente do que “simplesmente” o conjunto de significados impostos pela sequência fabricação, distribuição e consumo.[5]

Laura subverte as instâncias da produção industrial (fabricação, distribuição e consumo), como argumenta Cardoso, “O poder de ressignificar o artefato está nas mãos de quem usa e, a partir do momento que se convenciona socialmente aceitar o significado novo, este pode ser extensível a toda uma comunidade de usuários.”[6] Pode-se dizer que Laura mistura ironia e crítica numa celebração desse poder de ressignificação, convidando seu público a repensar conceitos. Assim como dadaístas, surrealistas e artistas conceituais, Laura insere produtos de design no contexto da arte, assim linguagens de design configuram discursos artísticos.
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Figura 04: Cadeira de rodas inspirada em Harry Bertoia, exposta em Londres, 2012 [7]

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Laura Lima procura alcançar uma ressignificação como propõe Rico Lins, pois toma imagens e objetos preexistentes para compor novas peças. Além da série de cadeiras, ela tem outros trabalhos que utilizam a apropriação como recurso criativo. Na 27ª Bienal de São Paulo (2006) Laura expôs o trabalho “Ouro flexível – encontro” (2005 – fig. 05b), no qual recupera a imagem de uma pintura de François Clouet (1515–1572), “O banho de Diana” (1559–1560 – fig. 05a), uma reprodução impressa em um catálogo, e desenha sobre essa imagem com caneta dourada.
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Figura 05: “O banho de Diana” (1559–1560), de François Clouet e
“Ouro flexível – encontro” (2005), de Laura Lima. [8]

.Os cartazes que Rico apresentou em Londres (2012), são uma reedição do cartaz que criou originalmente para a mostra “Brasil em cartaz” (fig. 06), que aconteceu em Chaumont, França (2005). O evento foi uma realização do centro cultural Pôle Graphisme, que convidou Rico para a curadoria e para os projetos gráficos do catálogo e do cartaz. Essas peças mostraram a diversidade de técnicas e as referências, da arte erudita à cultura popular, presentes nos cartazes brasileiros.
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Figura 06: Versões da primeira edição do cartaz apresentadas em Chaumont (2005) [9]

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Partindo do princípio de que a boa criação gráfica obedece a uma lei básica da física – atrito gera energia –, o cartaz brasileiro é uma de suas mais fiéis expressões. Por suas características intrínsecas de produção é marginal e herói. E assim se traduz não apenas no espaço criativo, mas também no social, tecnológico e histórico. […]

E como tecnologia, mercado e cultura não se excluem, mas se completam, ao cartaz que traduz a exposição coube expressar esse equilíbrio. Lambe-lambe, digital e serigráfico são três cartazes que dividem o espaço da mesma folha de papel. Impressos um sobre os outros, convivem com a tolerância das linguagens, o atrito de expressões, a reflexão e o resgate de técnicas.[10]

Rico se apropria da frase “Seja marginal, seja herói”, de Hélio Oiticica (1937–1980) para relacionar esse aspecto marginal do cartaz às misturas de culturas, formas, conceitos, tempos e processos. Ele sobrepõe camadas em diferentes processos de impressão: offset, serigrafia, tipografia. Rico e Hélio (fig. 07), valorizam atitudes transgressoras e rupturas em nome da liberdade criativa, defendem a abertura à cultura popular e à vida cotidiana.
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imagem_07Figura 07: Estandarte “Seja marginal, seja herói” (1968), de Hélio Oiticica,
exposto na 29ª Bienal Internacional de São Paulo (2010) [11]

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Hélio Oiticica é um dos principais artífices da arte brasileira experimental. Um dos elementos centrais de sua obra é a quebra de hierarquias entre o terreno da produção artística e o da vida ordinária. […] O elogio tecido pelo artista à marginalidade confundia-se, à época […], com a negação dos modos institucionalizados de mediar conflitos. […] na bandeira Seja marginal, seja herói, Oiticica presta homenagem a […] dois bandidos violentamente mortos pela polícia do Rio de Janeiro, confrontando as ideias convencionais de justo e errado, de exercício legítimo de poder e abuso autoritário. [12]

Cardoso incluiu a primeira versão desse cartaz em seu livro “Design para um mundo complexo” (2012), onde menciona a importância do uso de repertórios e memórias no refinamento da linguagem e na construção da identidade nos projetos de design. [13] Para ele o repertório serve justamente para “introduzir ruídos e criar dissonâncias, tanto quanto para reforçar significados aparentes”.[14]

Sabendo que boa parte do público dessa mostra seria composta de pessoas que não compreendiam a língua portuguesa, o designer transformou o enunciado “seja marginal, seja herói” quase em vulto pictórico e paisagem gráfica, relativizando o peso denotativo de seu sentido verbal. O próprio i final de “herói” é elidido, aproximando a palavra de seus equivalentes estrangeiros hero (inglês) e héros (francês). O resultado de tudo isso é que o cartaz depreende uma série de leituras diferenciadas, de maior ou menor complexidade, dependendo se o espectador entende português, sabe quem é Hélio Oiticica, compreende a importância do grid como elemento de estruturação do espaço visual no design gráfico modernista, conhece a tradição tipográfica popular no Brasil, e assim por diante.[15]

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Figura 08: “Preservar/Transformar”, sala 6 da exposição “From the margin to the edge[16]

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Na segunda edição do cartaz (2012) reaparece a frase de Hélio (figs. 08 e 09), mas dessa vez Rico insere a frase sobre imagens de pessoas públicas e personagens conhecidas, algumas marginalizadas e outras reverenciadas pela mídia. Quando Rico destaca a frase de Hélio e joga com as imagens desses “heróis” e “marginais”, ele dá novos sentidos a essa frase, traz para seu contexto valores associados a cada celebridade, como a rebeldia de uma “juventude transviada” que James Dean (1931–1955) ajudou a formar, e a ousadia e o improviso dos filmes de José Mojica Marins (n. 1936), o “Zé do Caixão”, reconhecido diretor do cinema marginal brasileiro (anos 1960–1970).

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imagem_09Figura 09: “Seja marginal, seja herói”, reedição de 2012 [17]

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Repertórios, apropriações e referências

Enquanto os designers continuarem a desconhecer o rico e fértil legado histórico de projeto que existe na nossa cultura há um século ou mais, estarão condenados a descobrir a pólvora e a reinventar a roda a cada geração. Pior que isso, estarão optando por permanecer presos aos limites estreitos da conceituação da profissão imposta pela modernidade envelhecida de quarenta anos atrás, que ainda se manifesta em dicotomias falsas, tais como forma/função, design de produto/design gráfico, aparência/uso, arte/design, mercado/sociedade. […] A história do design […] não se propõe a nenhum debate estéril. Antes pretende oferecer um caminho para aliar a reflexão crítica à prática informada, como sempre deveria ser, já que todo exercício de teoria que se preza redunda necessariamente em ação.[18]

Campos criativos precisam conciliar suas teorias a suas práticas se quiserem gerar uma produção valorosa. Além disso, as histórias da arte e do design estão profundamente intrincadas desde suas origens, elas se afastaram com a racionalização industrial e acadêmica, mas sempre mantiveram contatos, hoje fundamentais. Quando o pensamento linear é questionado no início do século XX, as vanguardas recuperaram as relações entre design e arte. Viu-se então, que as atitudes de artistas e designers podem superar as barreiras dos conceitos estabelecidos pelas teorias.

Os trabalhos de Laura Lima e Rico Lins provocam um deslocamento das funções e das linguagens da arte e do design, mostram que o conhecimento sobre as duas áreas é imprescindível a quem busca se comunicar com seu público mais intensamente. Rico e Laura desafiam seus públicos, despertam um misto de nostalgia e “déjà vu”. Seus projetos causam uma inquietação, pois apresentam imagens deslocadas do seu contexto inicial recombinadas com elementos compositivos alheios aos originais. Suas colagens derivam de suas próprias personalidades e visões de mundo, e ainda assim não deixam de pensar nos seus públicos.

A artista e o designer travam um diálogo visual com o observador, entram em seu arquivo pessoal mais escondido no fundo da memória e da experiência. Eles revitalizam conhecimentos esquecidos, instigam a pesquisa, o aprofundamento do pensar sobre o design e sobre a arte, atitudes aplausíveis.

[1] MOURÃO, Raul. “Cartaz da exposição “From the margin to the edge”. In: Blog de Raul Mourão. Disponível aqui. Acesso em: 03jul2012.

[2] CARDOSO, Rafael. “Casa Brasil: Curador revela detalhes sobre exposição ‘Da Margem para o Limiar”. In: Site Rio 2016. Disponível aqui. Acesso em: 17abr2015.

[3] BREUER, Marcel. “Cesca side chair (model B32)” (1928). In: Site Museum of Modern Art (MoMA). Disponível aqui. Acesso em: 07jun13; BERTOIA, Harry. “Armchair” (1952). In: Site Museum of Modern Art (MoMA). Disponível aqui. Acesso em: 07jun13; and EAMES, Charles. “Side chair” (1958). Site Museum of Modern Art (MoMA). Disponível aqui. Acesso em: 07jun13.

[4] LIMA, Laura. Três objetos da série “Cadeiras de rodas” (2012). In: Site Rio 2016. Disponível aqui. Acesso em: 20nov2012.

[5] CARDOSO, Rafael. 2012, pp. 133; 141.

[6] CARDOSO, Rafael. 2012, p. 153.

[7] LIMA, Laura. Frame extraído de vídeo do Estúdio Zut. In: Site Vimeo. Acesso em: 18nov2012

[8] CLOUET, François. “O banho de Diana” (1559–1560). In: Site Museu de Arte de São Paulo (MASP). Disponível aqui. Acesso em: 08jun13; and LAGNADO, Lisette e PEDROSA, Adriano. 2006, p. 129.

[9] LINS, Rico. Cartazes para a mostra “Brasil em cartaz” (2005). In: Flickr de Rico Lins. Disponível aqui. Acesso em: 18nov2012.

[10] LINS, Rico. In: FARIAS, Agnaldo. 2009, p. 35–36.

[11] Arquivo pessoal – foto capturada em visita à 29ª Bienal Internacional de São Paulo (2010).

[12]  Artistas – Hélio Oiticica. In: Site 29th Bienal de São Paulo. Disponível aqui. Acesso em: 13abr2015.

[13] CARDOSO, Rafael. 2012, p. 92

[14] CARDOSO, Rafael. 2012, p. 94.

[15] CARDOSO, Rafael. 2012, p. 94–97.

[16] LINS, Rico. Sala “Preservar/Transformar” da exposição “From the margin to the edge” (2012). In: Site Rico Lins + Studio. Disponível aqui. Acesso em: 19nov12.

[17] LINS, Rico. Cartazes da série “Seja marginal, seja herói”. In: Site Rico Lins + Studio. Disponíve aqui. Acesso em: 19nov2012.

[18] CARDOSO, Rafael (org.). 2005, p. 16.

Referências

CARDOSO, Rafael. Casa Brasil: curador revela detalhes sobre exposição “Da margem para o limiar” In: Site Rio 2016. Publicação em: 09jul2012. Atualização em: 03ago2012. Disponível aqui. Acesso em: 19nov12.

_________________. Design para um mundo complexo. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

________________ (org.). O design brasileiro antes do design: aspectos da história gráfica, 1870–1960. São Paulo: Cosac Naify, 2005.

LAGNADO, Lisette e PEDROSA, Adriano. 27a Bienal de São Paulo: como viver junto: guia. São Paulo: Fundação Bienal, 2006.

LINS, Rico. Entrevista a André Stolarski. In: FARIAS, Agnaldo (et al). Rico Lins: uma gráfica de fronteira. Rio de Janeiro: Solisluna Editora, 2009.

_________. Textos selecionados: reciclando. In: FARIAS, Agnaldo (et al). Rico Lins: uma gráfica de fronteira. Rio de Janeiro: Solisluna Editora, 2009.

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Daniela Souto é mestra em Artes Visuais (2013) e bacharel em Design Gráfico (2007) e em Artes Plásticas (2001) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). De 2001 a 2014 atuou como designer gráfica em departamentos de marketing de grandes empresas de Santa Catarina. Atualmente trabalha com projetos independentes de diversas áreas culturais.
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